
Muita gente conhece o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) como transtorno desenvolvido por soldados na guerra e os estudos iniciais surgiram dessa parte da população, no entanto hoje se entende o TEPT de uma forma mais abrangente.
De acordo com o DSM-V, TEPT pode ser desencadeado quando a pessoa vivencia um evento traumático (uma vez ou de forma recorrente) ou então testemunha um evento com outra pessoa ou fica sabendo que algum parente ou amigo próximo passou por algo extremo. Os sintomas apresentados são lembrança intrusiva e recorrente do evento traumático, pesadelos, insônia, flashbacks, incapacidade de sentir emoções positivas e persistência de sentimento de medo, culpa ou vergonha, afastamento das pessoas e relações sociais, hipervigilância, entre outras coisas.
Mulheres que passam por relacionamentos abusivos ou violência sexual têm grandes chances de desenvolverem TEPT, já que são situações ameaçadores que afetam profundamente a saúde mental da mulher. Alguns aspectos podem intensificar os sintomas, como vivência da violência em idade de início precoce, intensidade da violência e a percepção que a mulher tem sobre a experiência vivida. Um estudo de 2005 apontou que a violência psicológica foi a modalidade mais associado ao desenvolvimento do transtorno.
O que pode ser feito para diminuir o risco de desenvolvimento do TEPT? Estratégias de enfrentamento a violência de gênero e suporte social para a mulher que está passando por essa situação.
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Fonte: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/481
Rayla Benazzi Amaral | Psicóloga – CRP 06/133101